terça-feira, 21 de novembro de 2017

As Histórias das Estrelas...



EB do REFÚGIO

      Título: João Porcalhão
Autor: David Roberts

O João costumava ter maus hábitos: apanhava doces do chão, tirava macacos do nariz, apanhava bichinhos no jardim, lambia o cão e fazia xixi no canteiro.
Toda a gente lhe dizia “Não João, que porcalhão João”.
Ele aprendeu a não fazer algumas coisas mas, quando ninguém via, ele tirava macacos do nariz e a comia-os.

Pedro Silva - RE2 






1.      Título: A fada da cor
Autor: Diana Dias
Havia uma menina que vivia numa aldeia onde chovia todos os dias e onde tudo era cinzento.
Um dia, viu duas borboletas e foi atrás delas e encontrou o arco-íris que a transformou na fada da cor.
A sua missão era percorrer os céus e os planetas e enchê-los de cor e alegria. Certo dia, encontrou a sua aldeia, coloriu-a e encheu-a de alegria. Assim, deixou de ser triste e cinzenta...

Leonor Marques -RE2
 

1.      Título: O Ganso do charco
Autor: Caroline Jayne Church

Na quinta do Ti Jacinto havia muitos gansos e todos tinham penas e bicos brilhantes menos um. Este estava sempre na lama. Os outros gansos riam-se dele e chamavam-lhe ganso do charco. Andavam sempre muito divertidos menos no dia de lua cheia. Neste dia, havia uma raposa que os atacava a todos menos ao ganso do charco, porque, como estava com as penas negras, não o via.            
Então, o ganso do charco, num dia de lua cheia, resolveu não se sujar para salvar os outros amigos. Nesse dia, chegou a raposa e, como o ganso do charco estava branquinho, esticou a pata e a raposa rebolou lá para dentro e nunca mais ninguém a viu. A partir desse dia, os outros gansos agradeceram ao ganso do charco e nunca mais gozaram com ele.

Mariana Espinho - RE2
 
.     Título: O meu avô
Autor: Manuela Bacelar

O meu avô é meu amigo. Passa muito tempo comigo. Vai buscar-me à escola, brincamos juntos e fazemos biscoitos para depois comermos. Ele é pasteleiro e eu gosto muito do meu avô!

Salvador Sousa - RE2




Título: O Ganso do charco

Autor: Caroline Jayne Church




Era uma vez um ganso e  ninguém gostava dele porque era diferente dos outros.
Os outros gansos perceberam que, afinal, ele era muito esperto.
Por esse motivo ficaram amigos dele.

João Miguel Ascensão RE2



Título: Não quero... ir à escola
Autor: Ana Oom

Era uma vez um menino chamado Simão que acordava sempre mal disposto e nunca queria ir à escola. Mas o pai ia sempre pô-lo à escola e o Simão ficava sempre a chorar.
Numa manhã, o Simão acordou e não fez birra, estava muito quieto e o pai achou estranho e deixou-o ficar em casa com a tia. Mal o pai saiu de casa, o Simão levantou-se e fez uma festa por não ir à escola. Mas o dia foi muito aborrecido porque não tinha os amigos da escola para brincar.
No outro dia, o Simão foi para a escola e viu que perdeu um dia espetacular, os amigos aprenderam uma música nova, festejaram os anos do André e fizeram uma corrida, onde o Raul foi o vencedor. O Simão viu que, na escola, os dias são muito mais fixes do que em casa a brincar sozinho.
A partir desse dia, o Simão passou a querer ir todos os dias à escola, pois não queria perder nada do grande dia.

Bruno Santos - RE2

1.      Título: Não quero... ter um mano


A Inês era uma menina muito reguila. Ela não queria ter um irmão porque achava tudo estranho:as brincadeiras da mãe e até a avó que se tinha mudado lá para casa. Mas quando o bebé nasceu e ela o foi visitar mudou de opinião. Ficou encantada com o irmão!

Guilherme Abreu – RE2




1.      Título: Maria Pandorca
Autor: António Mota

Uma menina foi ajudada por um casal quando lhe abriu a porta de sua casa depois de ela ter batido. Começou a ajudar e ficou durante anos. Todos a tratavam por Maria Pandorca, até que, num dia de baile, a menina pediu ao filho da patroa para a levar. Ele disse que não mas ela foi sem que ninguém a reconhecesse e ele começou a apaixonar-se por ela.
Noutro dia de baile, voltou a pedir e o rapaz disse outra vez que não mas ela voltou a ir. Assim, o filho da patroa ficou cada vez mais apaixonado. Por não a encontrar acabou por adoecer e no casarão todos pensavam que iria morrer.
Até que Maria fez uma canja e colocou na tigela o anel que ele lhe tinha oferecido. Assim o rapaz descobriu que a rapariga por quem se tinha apaixonado era Maria Pandorca. Pediu-lhe desculpa por a ter tratado tão mal e, logo, a pediu em casamento. Ela aceitou, casaram, tiveram filhos e foram muito felizes.

Kyara Santos - RE2


Título: A sopa queima
Autor: Pablo Albo e André Letria

 Era uma vez uma menina chamada Maria. Ela dizia à mãe que a sopa queimava. 
Maria pediu a um rinoceronte que ia por ali, a um morcego que estava a dormir num candeeiro que a ajudassem a soprar para a sopa arrefecer, mas não conseguiram. Por fim, pediu ajuda a 360000 formigas. Elas sopraram e a sopa ficou boa, nem demasiado quente nem demasiado fria.

Gonçalo Fonseca – RE2









Título: Somos todos diferentes.
Autor: Emma Damon.

       O livro refere que todas as crianças são diferentes. Há pessoas gordas, magras, altas, baixas, morenas, loiras,…mas cada uma com as suas características especiais.

João Pedro – RE2



Titulo: Rubi, a Boneca de Trapos
Autor: Ling Cheung



Lili encontrou no baú do sótão da casa de sua avó a cabeça de uma Boneca que era a preferida de sua mãe quando tinha a mesma idade. Procurou o corpo e, depois de tanto procurar, acabou por encontrar. 
Pediu à sua mãe para coser a cabeça ao corpo e, assim, a Boneca Rubi passou a ser o seu brinquedo favorito.



Kyara Santos – RE


Título: O Mocho Míope

Um mocho era vigilante. Como não via bem, os amigos compraram-lhe uns óculos para ele desempenhar bem o trabalho.
 
Kyara Santos - RE2

 
Título: A Bela Adormecida



Era uma vez três amigas que foram a um piquenique. A Queque de Morango contou uma história e a Princesa Morango adormeceu. Depois, nasceu uma nova princesa e disseram todas as princesas:

- Venham conhecer a nova princesa, Rosa Morango. Cada uma das princesas deu-lhe um presente.

Então, uma fada má apareceu e lançou um feitiço à princesa. Depois, a outra princesa fez outro desejo. Quando a princesa Rosa Morango era mais velha picou-se num arbusto e desmaiou. As princesas encontraram-na e deitaram-na numa cama. A fada má enfeitiçou-as e ficaram todas a dormir.
Com o passar do tempo, o castelo ficou todo cheio de espinhos.
Um príncipe estava a caminhar na floresta e quando saiu a fada má lançou-lhe um feitiço para ele ficar preso. O príncipe disse:
      - Solta-me!!
E a fada má disse:
- Ok.
O príncipe foi ter com a Rosa Morango e, depois, a fada má tirou-lhe o feitiço.
Ela acordou e brincou com o seu animal de estimação.

Maria Inês - RE2


Título: O gato e o escuro
Autor: Mia Couto
 

Era uma vez um gato preto que, antes de ficar preto, tinha malhas e pintas a que chamavam Pintalgato.
O Pintalgato ficou preto por um motivo: um susto. Ele desobedeceu à mãe e passou para o lado de lá da linha do pôr do sol.
Quando passou a linha, ficou todo preto e encontrou o escuro a chorar porque não tinha ninguém que gostasse dele.
Afonso Santos - RE2
 





Título: A zebra Camila.
Autor: Marisa Nunez
Era uma vez uma zebra chamada Camila que vivia num sítio com muito vento. Um dia saiu de casa sem roupa e o vento levou-lhe as riscas. Quando se viu sem riscas começou a chorar. Chorou 7 lágrimas pelas suas riscas perdidas e pelo caminho encontrou animais e um arco-íris que lhe deram riscas.
Quando chegou a casa, já ia muito feliz e bonita.    
                      

Afonso Santos - RE2


  


Título: Anita no ballet
Autor: Gilbert Delahaye




Anita queria muito aprender a dançar. Então pediu aos pais para a inscreverem numa escola de dança. Tornou-se a melhor bailarina da sua classe, conseguindo, assim, realizar o seu sonho.
Beatriz Ferreira - RE2







Título: O Primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
Jorge e Luísa são um jovem casal, mas Jorge tem que fazer uma viagem de trabalho. Luísa recebe a visita do seu primo Basílio, que já tinha sido seu namorado. Luísa e o primo Basílio começam a namorar às escondidas de todos, mas a criada descobre e faz chantagem com Luísa, dizendo que vai contar ao seu marido.
Com medo, Luísa faz tudo o que a criada quer: dá-lhe dinheiro, roupas e passa a fazer o seu trabalho de casa. Entretanto, Jorge volta e Luísa adoece com medo que ele descubra.
Jorge não percebe o que se passa lá em casa, até que chega uma carta de França do Primo Basílio revelando toda a história.
Mateus Silva – RE2




Título: Vogais e Consoantes de Mãos Dadas
Autor: Glória Maria Marreiros

Era uma vez uma criança muito endiabrada que, após arrumar a mochila, jantar, lavar os dentinhos, despedir-se dos papás e deitar-se, entrou num belo sonho.
Enquanto voava no seu sonho, a criança avistou do alto algo que lhe parecia serem marcianos mas, quando se aproximou, viu que eram letras que desfilavam como se de uma parada se tratasse. A criança queria conversar com as letras, mas estas apenas emitiam sons esquisitos. As letrinhas estavam tristes por não conseguirem falar e a criança, para ajudar, subiu a uma pedra e foi quando reparou que ali só estavam as consoantes, que faltavam as vogais. A criança reuniu as consoantes e as vogais e estas formaram palavras que, por sua vez, deram origem a belas canções.
As consoantes e as vogais permitem-nos escrever e falar corretamente de forma a que todos nós consigamos compreender.
Eduardo Agrelo - RE2 



Título: O menino que não gostava de ler

Autor: Susanna Tamaro

Era uma vez um menino que, mesmo com muita insistência dos pais, não gostava de ler!
A cada aniversário esperava prendas que tanto desejava, mas os seus pais apenas lhes ofereciam livros, livros e mais livros. O menino detestava e ficava muito furioso. Na escola também não apresentava bons resultados e ficava de castigo!
Com tanta tristeza, um dia, decidiu fugir de casa e encontrou um senhor cego que o ajudou a perceber o grande problema. O menino precisava de óculos, via muito mal! O senhor explicou aos pais do menino, que foram ao médico de imediato e, a partir daí, o menino passou a adorar e a devorar livros!!
Miguel Esteves - RE2




Título: Branca de Neve e os Setes Anões
Clássicos Disney

 
Num reino distante, num castelo, rainha era muito malvada e não admitia que alguém fosse mais bonita que ela própria. Diariamente, perguntava ao espelho mágico se haveria mulher mais bonita do que ela. O espelho sempre respondia que não até que, certo dia, disse que a mulher mais bela era a Branca de Neve!
A rainha ficou furiosa e mandou um caçador matar a Branca de Neve. O caçador não foi capaz e libertou-a na floresta, ajudando-a a encontrar uma pequena casinha, a dos sete anões! Branca de Neve entrou, arrumou toda a casinha e deitou-se para descansar!
Quando os sete anões regressaram e viram tudo arrumado ficaram muito felizes. Entretanto, um dia, apareceu uma bruxa má que ofereceu à Branca de Neve uma maçã envenenada, fazendo com que desmaiasse de imediato. Os sete anões, muito assustados, foram procurar o príncipe que rapidamente se apaixonou pela Branca de Neve. Ele beijou-a e ela acordou!
Casaram e foram felizes para sempre no reino encantado!
Miguel Esteves – RE2
 
 
Título: Vinte Mil Léguas Submarinas
Clássicos Disney

Um grupo de marinheiros foi surpreendido por um “monstro”. Ficaram aterrorizados e decidiram unir-se para tentarem combatê-lo.
Ao aproximarem-se, viram que se tratava de um navio a vapor! Surgiu uma grande
tempestade e o navio afundou.
Os marinheiros atiraram-se ao mar para ver bem de perto como era o dito “monstro”. Foram apanhados pelo capitão que os obrigou a entrar e disse: “Quem entra, já não sai!”
Sentiram-se prisioneiros e ficaram assustados. Tentaram perceber o que ali estava a acontecer, mas sem sucesso, pois o capitão apercebeu-se e impediu-os de qualquer pesquisa. Entretanto, foram atacados por um polvo gigante e quem salvou o capitão foi um dos marinheiros.
O capitão ficou muito grato e libertou-os disponibilizando um barco à vela para o regresso deles.
                                                                                  Miguel Esteves – RE2


 
Título: O meu avô
Autor: Manuela Bacelar

Era uma vez um menino que tinha um avô pasteleiro que o ia sempre a buscar à escola. Depois da escola iam lanchar e brincavam juntos.
A casa do avô tinha um quintal e alguns animais. Como o avô era pasteleiro fazia biscoitos e doces para o menino comer.
Então, o menino chamava os amigos e faziam uma festa.
Bruno Santos - RE2



 

Título: Dragões, Duendes e outros bichos
Autor: Carlos Campos

Era uma vez um dragão chamado Draguim que era diferente dos outros. Era cor-de-rosa, não fumava, não fazia fumo e nem cuspia fogo. Um dia, tornou-se um aliado do duende Badão para tomar conta da floresta…
João Louro – RE2




Título: O Coelhinho Branco
Autor: António Torrado

Era uma vez um coelho que foi à sua horta buscar alimentos para fazer um caldinho. Quando regressava, encontrou a sua casa fechada, estava lá dentro uma cabra que não queria sair e só dizia:
“Sou a cabra cabrês, que te salta em cima e te faz em três...”
O coelhinho muito assustado pediu ajuda a vários animais: um boi, um galo, um cão, mas todos recusaram ajudar o coelhinho a voltar para casa. Então, apareceu uma formiga que foi muito corajosa e o ajudou a tirar a cabra cabrês da sua casa.
 Guilherme Abreu – RE2





Título: Eu sei contar na quinta

Fui passear a uma quinta onde havia muitos animais. Havia nove pintainhos que, sem medo,
se vão juntando a outros animais. Aos poucos iam-se perdendo, pois distraiam-se com os outros animais. Primeiro, com os porcos, um cão e um gato e ficaram só seis. Estes seis encontram uma cabra e ficaram só cinco. Os cinco continuaram e foram encontrando mais animais e cada vez eram menos.
No fim, depois de visitarem os animais da quinta, juntaram-se novamente e ficaram todos unidos e muito amigos.
                           Guilherme Abreu – RE2





Título: Ana e Elsa e o seu novo amigo
Autor: Jéssica Julius

A Ana e a Elsa fizeram um baile no palácio para quem vivia no reino. Elas gostavam de festas muito bonitas. Todos os convidados gostavam da magia da Elsa.
Para compor a mesa foram apanhar flores de açafrão fora do castelo. Subiram às montanhas e
brincaram o dia todo com o amigo Olaf. A caminho de casa passaram pelo Entreposto Comercial e lembraram-se que ele podia ter alguma coisa especial para o baile. Trouxeram da LOJA sapatos de neve e trenós baratinhos. Não serviam para a festa mas elas trouxeram- nos na mesma. Finalmente, encontraram as flores de açafrão. O Olaf brincava com uma abelha e ao correr atrás dela ia caindo de uma ravina.
As irmãs viram uma pequena rena perdida e sozinha numa saliência do rochedo. Elas tiveram muita pena do animal e tentaram tirá-lo dali. Elsa fez magia e criou uma rampa de gelo para a rena subir… mas ela escorregava  e caía. Então, lembraram-se do trenó. Colocaram o animal no trenó e puxaram-no com uma corda. Quando chegaram ao topo da montanha ficaram muito felizes e foram  todos juntos para o palácio.
A  festa começou  com o novo amigo entre elas.

Beatriz Pinto Garcia - RE2 

Título: Heidi :O Primeiro Dia no Prado
Autor : Vários

A Heidi ouviu a cabra:
 - Mééééé… 
Ela acordou e viu o avô a tirar leite à Ursina e disse:
- Avô, posso tentar?
O avô a resmungar, disse:
- Não.
Pedro, o pastor, chega para levar a Ursina e a Branca para a montanha e a Heidi disse:
 - Avô, posso ir?
O avô pensou e disse:
- Sim, podes. Pedro, toma bem conta dela.
Pararam a metade do caminho. A Ursina e a Branca comeram um bocadinho de erva, contudo Heidi magoou-se e o Pedro ajudou-a. Ela viu um animal e perguntou:
- Que animal é este?
 O Pedro respondeu:
- É uma marmota. Vamos continuar o caminho.
 A Ursina e a Branca continuaram a comer e o Pedro ia bater-lhes quando a Heidi disse:
 - Há outra maneira. Arrancou um pedaço de ervas e deu-o ao rebanho.
- Tu até sabes umas coisas sobre animais – disse o Pedro.
Entretanto, a Ursina magoou-se e o Pedro levou-a ao colo. O avô não gostou, contudo tratou dela e a Heidi passou a noite com a Ursina.
De manhã, a Ursina já estava melhor e o avô disse:
- Vou ensinar-te a tirar leite à Branca. 
Heidi conseguiu e disse:
- Consegui!!!!
Todos contentes foram tomar o pequeno-almoço.
Maria Inês Teixeira - RE2




 
Título: Heidi : A chegada à Montanha
Autor : Vários

Era uma vez uma menina chamada Heidi que vivia com a tia na cidade. Esta arranjou um novo trabalho e Heidi foi para a montanha viver com o avô. Quando iam na viagem de comboio, Heidi encontrou um ratinho. O comboio parou na estação e a Heidi brincou com a Teresa. Ela perguntou-lhe:
 - Tu vais mesmo viver com o velho dos Alpes?
 Quando Teresa viu o rato gritou:
 - Mãe, mãe, ela tem um rato!
            O comboio chegou à estação de Dorfli, Heidi saiu e foi para a casa do avô. Enquanto ela subia a montanha, ia apanhando flores, seguia as borboletas e os pássaros. Então, ouviu uma cabrinha:
- Méeeee, méeeee.
A tia que a acompanhava disse:
            - Vamos seguir viagem Heidi.
            Heidi perguntou:
- Tia, aquela é a cabana do avô?
A tia respondeu:
- Sim é.
Heidi encontrou junto à cabana do avô um cãozinho e abraçou-o. A tia foi-se embora e prometeu que ia visitá-la. Heidi pediu:
- Tia, não te esqueças de me vir visitar…
 À noite, Heidi dormiu com as cabrinhas.

Maria Inês Teixeira - RE2

 


 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia das Bruxas - Halloween

Hoje, os alunos do 4ºano da Pêro ouviram uma história bem apropriada à celebração do dia. Confessamos que esta não é uma história de nos deixar os cabelos em pé, mas é fundamental para quem quer comemorar o Dia de Halloween como deve ser. Recomendamos vivamente a história de Marcelina e a Noite de Halloween de Christel Desmoinaux, pois, para além de nos contar como surgiu esta comemoração medonha, explica tim tim por tim tim como festejar e viver este dia tão assustador. Isto tudo a partir da história da bruxinha Marcelina que fica assustada quando a sua avó lhe fala de espíritos, fantasmas e monstros e lhe conta a lenda da Noite de Halloween...
Se ao Halloween queres sobreviver,
este livro tens de ler!

Neste livro podes encontrar:
 



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"As Bibliotecas" por Valter Hugo Mãe

As bibliotecas

As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem  está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.
Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se  entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor. 
(Valter Hugo Mãe in Jornal de Letras Artes e Ideias, 15 a 28 de maio, 2013)